
Edição: Maio/2010
Droga Raia economiza banda e aumenta velocidade de suas aplicações com projeto desenvolvido pela Symmetry.
Rede com 280 lojas instaladas em cinco estados usa tecnologia de aceleração de aplicações em rede para conquistar índice de compressão de dados de 40%, o que duplicou a vida útil da WAN da empresa e a levou a economizar 700 mil reais em custos de telecomunicações; velocidade de resposta de sistemas rodando neste ambiente distribuído caiu de 30 para 11 segundos
Cuidando do bem estar e da saúde da população brasileira desde 1905, a Droga Raia é, hoje, um gigante deste setor do varejo. A empresa conta com 280 farmácias espalhadas por cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 5000 funcionários atendem milhões de clientes ao ano; empenhada em manter um estreito relacionamento com seu público, a empresa possui um sistema de CRM (customer relationship management, sistema de gerenciamento do relacionamento com o cliente) que conta com 3 milhões de clientes ativos. Em 2008, a Droga Raia faturou 1.15 Bilhão de Reais, valor que deve chegar a 1.5 Bilhão de Reais neste ano. Entre 2007 e 2008, a empresa cresceu 38%; entre este ano e 2010, o índice de avanço dos negócios deve chegar a 35%. Por trás de números como estes está uma sólida visão corporativa em que o cuidado holístico com o cliente – das questões mais críticas de saúde a tratamentos estéticos e consultoria de beleza – promove a fidelização dos consumidores à rede Droga Raia. Neste universo, a TI é a responsável por garantir a qualidade dos serviços prestadas na loja, ao cliente e, na retaguarda, aos gestores e funcionários da empresa.
Um dos principais desafios da equipe de TI era diminuir os custos com comunicação sem afetar a continuidade dos negócios. “Enquanto outros custos de TI e Telecom têm baixado ano após ano, a conta com serviços de conexão continua alta – somente entre 2007 e 2008, este valor subiu 4%”, comenta Giovani Profili, Diretor de Tecnologia de Informação da Droga Raia. Para evitar novas contratações de banda e garantir a qualidade de aplicações de negócios rodando em ambiente distribuído, a Droga Raia adquiriu dois sistemas Big-IP, da F5 Networks da integradora Symmetry Informática. “Graças a esta solução, conseguimos chegar ao índice de 40% de compressão de dados, o que nos propiciou, em 2009, a economia de R$ 700.000,00 em custos de telecomunicações”, aponta Profili. “Um resultado como este duplica a vida útil da banda contratada por nós”.
Mais conforto para o cliente
Para o gestor da área de TI, outro ganho conquistado com a ajuda do Big-IP deu-se na área das aplicações de negócios. “A velocidade de resposta de nossos sistemas estratégicos está 70% mais rápida – caiu de 30 segundos para 11 segundos”. Para o executivo, este ponto está diretamente ligado à qualidade do atendimento ao consumidor final. “A diminuição do tempo de resposta aumenta o conforto do cliente na loja – não por acaso, o primeiro quesito em cultura de qualidade para uma empresa de varejo como a nossa”.
Para chegar a resultados como estes, Profili e sua equipe pesquisaram várias soluções de mercado. “Após a etapa de homologação técnica realizada pela Symmetry, chegamos à conclusão que o Big-IP era a solução que iria nos oferecer a segurança necessária – valor reforçado pela contratação de sistemas redundantes, à
prova de falhas; outro diferencial foi o índice de compressão de dados que a tecnologia propicia; tudo isso contribui para nosso maior objetivo, trabalhar pela alta disponibilidade de aplicações rodando em um ambiente distribuído por cinco estados brasileiros”. A homologação foi realizada no laboratório de testes instalado dentro do data center da Droga Raia.
Distribuição de carga entre 9 servidores corporativos
Instalados entre os 9 servidores corporativos da Droga Raia e os roteadores que ligam o centro administrativo da empresa, em São Paulo, com as 280 lojas da rede, os dois equipamentos Big-IP atuam, na prática, como um hub. Todas as consultas às aplicações e bases de dados realizadas tanto por funcionários nas lojas como pela equipe de retaguarda, pelas pessoas que trabalham no centro de distribuição e pelos gestores da companhia, tudo é checado pelo Big-IP. “Com isso, aumentamos a disponibilidade das aplicações”, explica Profili. “Isso acontece porque o Big-IP distribui as cargas entre os vários servidores de forma automática; quando chega uma query, o sistema identifica qual servidor está mais livre e encaminha a consulta para esta máquina”. Isso evita o excesso de carga e os gargalos nos sistemas.
Em relação ao universo de lojas Droga Raia, esta arquitetura também é aplicada. “Tanto os acessos a partir dos 880 PDVs como as queries enviadas pelos 830 terminais de consulta – onde nossos funcionários tiram dúvidas dos clientes sobre disponibilidade de medicamentos, fórmulas químicas dos produtos e preços, entre 25 tipos de serviços de informação diferentes – passam pelo Big-IP”, detalha Profili.
Computação em nuvem que não está em nuvem
Uma peculiaridade importante da arquitetura de ICT da Droga Raia é que as lojas, o centro de distribuição localizado no Embu, em São Paulo e o centro administrativo instalado em São Paulo não estão interligados por meio da Internet. “Optamos por montar uma rede própria baseada em canais MPLS e serviços RENPAC, da Embratel”, descreve Profili. Nesse ambiente, trafegam pacotes HTTP encapsulados em pacotes IP. “O Big-IP enxerga todos os pacotes como se fossem IP mas, na verdade, o que está sendo encaminhado são extensões HTTP”, diz Profili. “É uma computação em nuvem que não está em nuvem”, brinca o executivo. Para ele, esta solução veio ao encontro de seus desafios de gestão. “O Big-IP é uma plataforma muito adequada ao varejo, com uma vasta capilaridade e demanda de comunicação de dados muito grande”.
Hoje, na Droga Raia, as aplicações podem ser divididas em três grandes grupos: os sistemas voltados para a qualidade ao atendimento ao cliente na loja; as aplicações de apoio à decisão dos gestores – grupo que inclui sistemas de BI, data mining e CRM, entre outros – e, finalmente, os sistemas de controle fiscal, administrativo, legal, etc. “Todas as aplicações são importantes mas, a partir da nossa lógica de negócios, priorizamos, por meio do Big-IP, alguns tempos de resposta”, diz Profili. 50% dos serviços são dedicados às aplicações que atendem o consumidor final; 40% servem os sistemas de apoio e, finalmente, 10% estão focados nas aplicações de controle administrativo.
Ativação da solução F5 aconteceu em um dia
Durante todo o projeto envolvendo a seleção e implantação dos dois sistemas Big-IP, Profile contou com os serviços da Symmetry, revenda F5 Networks. “Eles nos ofereceram consultoria e nos ajudaram a colocar a solução em operação; conseguimos ativar o ambiente em apenas um dia de trabalho”, observa Profili.
Segundo o executivo, sua equipe seguiu o planejamento original sem enfrentar dificuldades iniciais, algo muito comum quando uma empresa está começando a trabalhar como um novo tipo de tecnologia. “Em dez dias, todas as lojas da rede estavam inseridas na nova arquitetura baseada no Big-IP”, resume Profili.