O segundo trimestre da Fortinet, fabricante de soluções de cibersegurança, foi bastante positivo com a receita alcançando US$ 441,3 milhões, alta de 21% frente ao mesmo período de 2017. Para o country manager da empresa no Brasil, Frederico Tostes, o crescimento foi puxado pelo investimento no Security Fabric, uma estratégia de integração para melhorar a visibilidade de rede, o que o executivo diz ter criado uma nova forma de atuação.

Fortinet anuncia crescimento de 21% em receita no 2º trimestre

De acordo com Tostes, o novo discurso aumenta o alcance da empresa, já que o Security Fabric abre as APIs do portfólio da Fortinet para facilitar a integração com outros fabricantes do mercado.

O resultado é que a empresa conta com 47% de market share do mercado de segurança na América Latina e 39% no Brasil, segundo os números da IDC revelados pelo country manager. O crescimento no País, “de dois dígitos altos”, diz ele, foi puxado após a empresa entender a importância do Brasil e decidir investir aqui, passando de uma equipe de sete pessoas em 2012 para 80 em seis anos.

Relevância da segurança da informação no Brasil

O crescimento da empresa no País, porém, não significa que a cibersegurança virou moda. De acordo com Tostes, o mercado vem amadurecendo e ainda sofre carência. “A segurança vem para habilitar o negócio e permitir a transformação digital. Sem ela, vai estar aberto a riscos que podem levar a perder o principal ativo da empresa, que são os dados”, diz ele.

As empresas em geral, principalmente aquelas fora do mercado de tecnologia, têm dificuldade de enxergar o porquê e quanto investir em TI, analisa o executivo, “e quando se fala em segurança, o desafio é ainda maior porque não é palpável”. As novas normas que surgem, como a Lei de Proteção de Dados Pessoais (LPDP) deve mudar este cenário. “Se eles não se prepararem vão passar apertos e não vão conseguir responder aos incidentes no tempo necessário”, conclui.

Fonte: https://ipnews.com.br